A minha Lista de blogues

domingo, novembro 18

Uma guitarra e dez canções de amor

 
Vânia Fernandes, presença graciosa, com sua voz cristalina, foi facil nos alegrar
António Côrte-Real, na guitarra, bem a soube acompanhar  
Sentimos ondas luminosas ao nosso coração chegar, quando Pedro Giestas, a voz dos nossos poetas estava a entoar 
Com o coro de pais da Academia de Fafe a participar
O amor tecido nas palavras, em timbres melodiosos
Ao nosso Teatro Cinema fomos celebrar.


quinta-feira, novembro 1

Caminhos de eternidade

Com as campas lavadas a primor, velas e flores a enfeitar, para os fornelenses foi dia do cemitério visitar e seus santos recordar. Com devoção entoaram, orações e cânticos de louvor, para oshomenagear, aqueles que foram habitar, em outra dimensão em outro lugar, que não conhecemos, mas podemos imaginar. Assim, de forma singela, simples mas bela, sabemos que os estamos alegrar, aos que saíram do nosso convívio para não mais voltar. Contudo, para não nos esquecer, e de nós junto do Pai interceder, levaram a certeza, de que, no nosso coração, nas nossas lembranças, para sempre vão viver.
F. M

 
 

 

quarta-feira, outubro 10

Chove no outono do nosso desencanto


Fiquei na varanda sem ninguém me ver
A ouvir chover
Com a alma a doer
Senti saudade de ouvir

A água no pátio a bater
O pingante por entre a telha a escorrer
Antes de conhecer
Quem tanto mal me iria trazer  
Por sentir paixão que é perdição
Ao invés de amor que é compaixão
Depois ter de sobreviver
Ser obrigada a entender
Se chove uma noite inteira
Raia o sol ao amanhecer
Nada dura para sempre nem sequer a dor
Com a graça de Deus Pai Nosso Senhor  
Senhor Deus do Universo que é Amor
Peço perdão por tudo que digo e faço sob o domínio da dor.
F.M.

segunda-feira, setembro 10


Senhor, que estais no cimo do monte
na brisa e na fonte
protejei o meu caminho
alargai meu horizonte

quarta-feira, setembro 5

À espera de um milagre

Michael Clarke Duncan  10 de dezembro de 1957 - 3 de setembro de 2012


À espera de um milagre

Um dos muitos filmes que gostei de ver
 

sábado, agosto 25

Reinventar-se II



Existiu há muitos anos nas terras do Sr. Monte Longo um pequeno rapaz. Na mesma época assolou um grupo de salteadores a região que frequentemente o agredia. Certo dia desesperado o "A. Matai-me" gritou em alto brado.
 “Se me haveis de bater matai-me”
Perante tamanha altivez
Eles envergonhados
Deixaram-no sossegado
Afastaram-se de vez.

O rapaz, ganhou a alcunha de “Matai-me” mas também a liberdade

Este poste, baseado numa historia verídica, é dedicado à criança que existe em cada um de nós.
Que não gosta de agressões nem de atropelos de espécie alguma
Quem não respeita o seu semelhante não se respeita a si mesmo
Não faças aos outros o que não gostavas que te fizessem a ti nem aos teus.


domingo, julho 29

Reinventar-se

 Como que por magia, a noite seguiu ao dia tudo à volta dormia, tudo ficou sossegado. Debaixo da folha grande, no sítio mais indicado, a borboleta mais bela, dava os últimos retoques, para cumprir a missão, levar a beleza ao mundo, passear por todo o lado. O novo dia brilhou a nossa amiga espreitou viu que tudo era bom despediu-se do casulo lá seguiu aos ziguezagues. Receosa, ensaiou diversos voos tudo com muito cuidado não fosse o vento arrastá-la para algum precipício algum bosque mal cuidado. Atravessou verdes prados, eram tão bons os odores, tão bonitas as flores, sentia-se em liberdade. Viu homens a trabalhar, os carneiros a pastar, bois enormes ajudar, na labuta o lavrador.  
Junto à sebe verdejante, muito havia a explorar, mas ficou junto à janela lá ficou a planar. Aproximou-se da vidraça de perto a observar a moça dos olhos pretos estava a esperar.
Através do seu olhar, conheceu-lhe a identidade, era uma filha do Deus que criou a humanidade. No fundo da sua alma ouviu sinos a tocar. Um dia, pensou. Também ela, para se reinventar, terá que sair dali carregada de humildade, domesticar suas feras num reino de eternidade.
 Eu não! Dizia ao louva deus que a acabava de encontrar, a matéria não me pesa, morro e volto a nascer, para me regenerar. A uns metros de distância no terreiro junto à fonte em grande alarido as crianças gritavam ”louva a deus, louva a deus ergue as mãos para Deus”.
  Uns metros à sua frente a borboleta de três asas e o louva deus deliciavam-se com o néctar dum cato gostoso e perfumado nascido nas fendas dum rochedo escarpado. Que mundo interessante havia de conhecer, de mascaras espalhadas tanta história para ler.
Num repente, sentiu que algo se passava, vinda dos altos rochedos, uma estranha ventania se levantava. Olhou para o horizonte viu tempestade no ar. As rosas perto de si já se estavam alagar. Lembrou-se que era efémera, teve que se apressar.
Numa marcha irritante, em sinfonia berrante, andavam vespas pedantes, besouros impacientes. Esse vai e vem, começou a incomodar, tanta transitoriedade a haveria de magoar.
Era efémera bem o sabia, pela primeira vez tomou consciência disso, não era esse o motivo que deixaria de fazer valer o seu amor, curar a alma de alguém, despertar um sonho antigo.
 Parada a meditar chegou à conclusão que algo haveria de arranjar. Já tinha ouvido falar sobre a existência duma partitura com uma folha de dez compassos, composta por um sábio consagrado há já milhares de anos.  
A melodia não é alegre nem triste é preciso muita disciplina para a executar. Nos quatro cantos do mundo, foram poucos os que souberam criar sons melodiosos. A grande maioria só soube desafinar. Os que a conseguiram tocar com os olhos a brilhar, ouviram os peregrinos nos pátios dos templos sagrados, as árvores, peixes e pássaros em todo o lado e no final ganharam a eternidade.
Que história linda! Pensou
Voou, procurou, nada viu nada escutou. Já desanimada encostou-se ao muro duma casa. Um vento quente, trazendo consigo o perfume eterno das tílias e das cerejeiras em flor chegou. Música a tocar no seu coração escutou. Uma lágrima rolou e a alma limpou. Uma voz veio ensinar. Só para servir causas nobres vale a pena procurar. Tinha muito que viver muito ainda para andar, um dia de cada vez até o vento a levar.
F.M.