A minha Lista de blogues

segunda-feira, outubro 31

Senhor Deus, que nos deste a graça de viver este mês missionário de Outubro, ajuda-nos a manter sempre vivo em nós o espírito de missão para que, fugindo ao egoísmo e individualismo, possamos ir ao encontro dos que ainda não te conhecem e amam.

Oração do Professor
Augusta Schimidt


Obrigado Senhor,
Pelo dom que me concedeu de ensinar
Pela graça de aprender
Pela força de amar

Obrigado Senhor,
Pela sabedoria que posso transmitir
Pelas almas cegas que posso iluminar
Pelos confinados que posso libertar
Pela mão que segura o lápis que eu posso conduzir

Obrigado Senhor,
Por me permitir a batalha diária
Pela vitória de cada dia
E por cada pequenino que cruza o meu caminho

Obrigado Senhor,

Por me permitir pregar a Esperança
E por ser eu a ponte
A levar cada criança
Ao caminho do Saber


Obrigado Senhor,
Pelos grandes desafios
Pelos objetivos alcançados
E pelos horizontes desbravados.


Amén
Sempre achei, que o cheiro da terra me limpava a alma. Foi isso que senti e pensei, ao recolher as abóboras na horta.


recado:
Deixai-me limpo
O ar dos quartos
E liso
O branco das paredes


Deixai-me com as coisas
Fundadas no silêncio
***


Sozinha caminhei no labirinto
Aproximei meu rosto do silêncio e da
treva
Para buscar a luz dum dia limpo
***
Estou só nos campos
A doce noite murmura
A lua me ilumina
Corre em meu coração um rio de fres-
cura
de tudo que sonhou minha alma se
aproxima
***Sophia de Mello Breyner

domingo, outubro 30

Jesus, foi vandalizado por estrangeiros em sua própria casa.
O DNA dos seus antepassados, cravados nas velhas pedras, presenciaram tudo.
Alguém, os ouviu chorar.

sexta-feira, outubro 28

São Simão e São Judas Tadeu

Senhor Jesus, que chamastes os Apóstolos para o teu seguimento e constituístes os Bispos como seus sucessores à frente das igrejas locais, por intercessão de S. Simão e de S. Judas, dá a todos eles o sentido da missão universal da Igreja e que todas as dioceses se sintam corresponsáveis por esta tarefa.

Mesmo no meio da angustia Vós conservais a minha vida.

Senhor...

Que o poder de São Judas Tadeu ajude a reavivar a fé nos corações humanos.

A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário da Caná e era chamado Zelote. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotes, opositores intransigente do domínio romano na Palestina.
Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: “Senhor, porque te manifestarás a nós e não ao mundo? Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”.

quinta-feira, outubro 27

25 Anos do Espírito de Assis

«Quando, no findar de uma cinzenta manhã, o arco-íris apareceu sobre a cidade de Assism os chefes religiosos convocados pela audácia profética de um deles, João Paulo II, entreviram um forte apelo à vida fraterna: ninguém mais podia duvidar que a oração tivesse provocado aquele sinal visível de harmonia entre Deus e os descendentes de Noé», afirmou o Cardeal Roger Etchegaray, ao recordar o histórico dia 27 de Outubro de 1986, Ano Internacional da Paz.


A mensagem que o Espírito de Assis deixava ao mundo era muito clara: «As religiões não justificam o terrorismo e a guerra, mas rezam pela paz».

Naquele dia de «jejum e oração», João Paulo II apareceu humildemente no meio dos outros chefes religiosos, como «servidor da paz» O encontro de Assis foi, de facto, um grande sinal profético de paz!

A imagem de um Papa juvenil e sorridente, rodeado por Judeus e Muçulmanos, Budistas e Animistas, ficará como um « ícone» gravado profundamente nos olhos e na mente da geração do pós-Concílio.
O Espírito de Assis, que transformou aquele dia 27 de Outubro de 1986, um dia memorável no calendário religioso da humanidade.

Como Francisco de Assis, também João Paulo II procurou construir uma ponte de paz e de amizade com todas as religiões, nomeadamente com os muçulmanos.


«Os servidores do Deus misericordioso são aqueles que caminham sobre a terra com humildade e, quando o ignorante lhes fala, eles respondem: paz»;assim rezaram os muçulmanos, naquele dia.
Os hindus rezaram deste modo: « Imploramos a paz nos céus, paz no céu e na terra, paz nos mares, paz nas ervas e nas plantas, paz em todas as divindades, paz para toda a criação». Os budistas: «possam todos os animais ser livres do medo de ser devorados uns pelos outros». Acendido o calument da paz, o índio da América disse: « Este calumet foi oferecido ao meu povo pelo Criador da paz e da amizade. Por isso eu ofereço-o a todos vós, irmãos e irmãs de todo o mundo».
O último a intervir, João Paulo II, disse: « Repito humildemente a minha convicção: a paz tem o nome de jesus Cristo. Mas, ao mesmo tempo e no mesmo espírito, estou disposto a reconhecer que os católicos nem sempre foram fiéis a esta afirmação de fé. Nem sempre fomos construtores da paz. Para nós mesmos, portanto, mas também – talvez – para todos, este encontro de Assis é um acto de penitência».

Depois de 25 anos, o «espírito de Assis» continua a soprar, lançando novos e antigos desafios.
O fenómeno das migrações que necessita de uma aproximação inter.cultural, ecuménica e inter-religiosa, formando as novas gerações a uma cultura do acolhimento e da partilha.

O diálogo entre as Religiões, fundado na verdade e na lealdade, é o único caminho para a paz. Por isso, a oração lado a lado de grupos de fé diferentes é essencial para educar à não-violência.
Frei Fabrizio Bordin

Outubro Missionário-ITINERÁRIO DE VIDA E DE MISSÃO PARA AS COMUNIDADES CRISTÃS

quarta-feira, outubro 26

Solidariedade

Uma linda trepadeira foi plantada, um dia, no alto de um monte.
mas, pouco tempo depois de plantada, ao crescer, veio o mau tempo.
O vento era desabrido. A pobre trepadeira esperava a cada passo ser destruida pelos temporais.
Por isso andava triste, ela que fora criada para subir, trepar.
Passou, nisto, uma formiga e disse-lhe:
Como é triste o teu viver assim isolada! Eu sou pequenina, sou fraca, mas, ao menos, posso mover-me, fugir dos temporais, procurar a minha tocazinha.
É verdade! Respondeu a trepadeira. Não sei como tens pão todos os dias. Eu, para me alimentar, tenho de estar presa à terra, não me movo daqui. Mas, se me alimento assim presa sempre ao meu torrão, tambem não posso evitar o tempo, que ameaça despedaçar-me, porque não posso fugir-lhe.
Mas repara em que, se tenho pão, é porque me alio às minhas irmãs, pois trabalhamos todas para o mesmo formigueiro, as fracas e as fortes. Se não nos auxiliarmos umas às outras, que será de cada uma de nós?
Retirou-se a laboriosa formiga.
A trepadeira refletiu. Um grande castanheiro se erguia a dez passos.
E se eu me enroscasse naquela árvore valente? Pensou ela. O castanheiro dar-me-ia amparo, e eu dar-lhe-ia mais beleza e graça.
Assim foi. Foi-se arrastando até à raiz da grande árvore. O castanheiro recebeu-a generosamente. Dali a dias, a trepadeira, enroscada no seu poderoso amigo, não temia os temporais.
Pelo contrário, cada vez mais viçosa, parecia uma grinalda no tronco dum gigante.


*Quem à boa árvore se chega, boa sombre o cobre*

domingo, outubro 23

Dia Mundial das Missões

"Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós"(Jo 20, 21).
És tu, Senhor, o clarão da tarde,
A notícia, a carícia, a Ressurreição.
Passa outra vez, Senhor, dá-nos a mão.
Levanta-nos.
Não nos deixes ociosos nas praças.
Sentados à beira dos caminhos.
Sonolentos, desavindos.
A remendar bolsas e redes.
Envia-nos, Senhor.
E partiremos o Pão.
Até que cada um de nós nasça irmão.
Juntos no caminho da missão.
“Somos nós, somos nós, Senhor,
a prova de que Tu ressuscitaste”.
D. António Couto